No final da Guerra Fria e início do processo acelerado da globalização, muitos acadêmicos pensavam que o valor do Direito Internacional, seja ele de origem pública ou privada, será mais relevante nas relações intergovernamentais e interpessoais (incluindo aí o Direito Internacional Privado). Eles estavam certos, mas só em parte. Com ampliação dos blocos econômicos e desenvolvimento dos laços de cooperação, o valor do Direito Internacional Privado, cresceu substancialmente no Direito Privado Nacional.
Mas tendo Direito Internacional Público como referência de excelência já é mais problemático principalmente após 11 de setembro de 2007. Nos anos setenta foi assinado e ratificado por muitos países o Acordo de Não-Proliferação das Armas Nucleares, incluindo aí o Brasil. Notem, que o acordo proíbe o uso da energia nuclear para fins militares e o país que ratificar o acordo, compromete-se a cancelar todos programas nucleares militares existentes, mas pode desenvolver dadas tecnologias para fins pacíficos. Nos anos 70, antes da entrada em vigor deste tratado, quatro países detinham as armas nucleares: EUA, URSS, Grã-Bretanha, França. China tinha sua bomba atômica, mas não tinha meios de lançamento. Programas em desenvolvimento já existiam no Israel e África do Sul. No Brasil, Argentina, os governos militares já cogitavam seriamente o desenvolvimento dos armamentos em questão. Com entrada do tratado em vigor, África do Sul abdicou dos seus armamentos, Brasil e argentinos aceitaram, a muito contra-gosto, ser zona livre da armas nucleares. No caso de Israel, todo mundo sabe que o país tem bomba atômica desde a década de 70, mas o governo israelense, se recusa até hoje aceitar o fato da sua existência. China entrou no clube atômico mais tarde, sob promessa de não vender suas tecnologias.
Durante vinte anos, o acordo de Não-Proliferação foi mais ou menos cumprido. Para América Latina, esta decisão foi ainda mais benéfica, pois o continente se livrou de ser uma fonte de tensão desnecessária. Mas o problema foi a China que não cumpriu sua parte de acordo e possibilitou que as armas nucleares começaram a ser desenvolvidas na Coréia do Norte, Iraque de Saddam Hussein e Paquistão. Todos estas tentativas resultaram numa crise séria, principalmente o caso de Coréia do Norte e Paquistão.
Continua....
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